Brisa Verde
Hoje acordei e andando senti o vento
No meu rosto
Senti o cheiro
Do amanhecer
A brisa verde das árvores e o azul do anil
Senti a loira maquiada
E a pretinha serviçal
Eu moro no Leblon
Se tudo é poema, nem tudo é poema
Verde com laranja dá o que?
Um homem, meu bem, passeava trezentos e trinta e quatro mil cachorros
É sua profissão
Avistei um marinheiro, o papa e Nossa Senhora
Junto a ele o homem da pá
Eu moro em Ipanemá.
Hoje vim de gelado
Me leva até a Central
O nome dele é troncal
O nome vem dos escravos
Do tempo que eram amarrados
No poste
Pretoposte, pretoposte, pretoposte
Eu moro em Copacabana
Deixa vir, deixa vir, deixa vir meu devir
As palavras que me permeiam
A tinta que corre nas veias
É de respiração
Inspira
O buraco no estômago
É de 50 mendigos
A fome
Há vida depois do túnel?
Quando o vi eu sabia
O verde e o rosa
Mangueira
Estou aqui na plataforma da estação
Primeira
O morro veio me chamar
Hoje acordei e andando senti o vento
No meu rosto
Senti o cheiro
Do amanhecer
A brisa verde das árvores e o azul do anil
Senti a loira maquiada
E a pretinha serviçal
Eu moro no Leblon
Se tudo é poema, nem tudo é poema
Verde com laranja dá o que?
Um homem, meu bem, passeava trezentos e trinta e quatro mil cachorros
É sua profissão
Avistei um marinheiro, o papa e Nossa Senhora
Junto a ele o homem da pá
Eu moro em Ipanemá.
Hoje vim de gelado
Me leva até a Central
O nome dele é troncal
O nome vem dos escravos
Do tempo que eram amarrados
No poste
Pretoposte, pretoposte, pretoposte
Eu moro em Copacabana
Deixa vir, deixa vir, deixa vir meu devir
As palavras que me permeiam
A tinta que corre nas veias
É de respiração
Inspira
O buraco no estômago
É de 50 mendigos
A fome
Há vida depois do túnel?
Quando o vi eu sabia
O verde e o rosa
Mangueira
Estou aqui na plataforma da estação
Primeira
O morro veio me chamar
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