terça-feira, 5 de setembro de 2017

Donna Dollar

No chão a foice, ou seria o martelo?
Procuro os elos, procuro os elos.
Dentes verdes arreganhados, eles riram de mim.
Passarin, passarin.
Peixoto o gavião.
No passarão, no passarão.
O parquinho está vazio, as crianças desistiram.
Olho pro lado a ver se te a visto.
Inspir(a)ção.
O Boeing atravessa o céu com seus passos trôpegos.
A moto surge do vão, falo com o Lord, saúdo o abre-alas.
As serviçais de cá andam com roupas próprias.
Saravá meu pai!
Minha rua tem três nomes.
Se essa rua fosse minha,
Mas não dá pra ser mulher,
Quanto mais sem calcinha.
Me recuso a usar sutiã.
Carona só pra homi.
Me diga com quem andas te direi com quem és.
Olhou feio pra mim.
Slow down, slow down, grandparents are playing.
Area patrolled by American Bulldog.
Elas olham pra mim e eu não sei o que pensar.
Quisera eu ser dona do lar. 
Tem aquele Transformer, transforme.
E a gente tá tão habituado ao trabalho escravo,
Que eu procurei o caixa do motorista sem caixa.

Atenção área escolar, queria tanto ser uma dona do lar. 
Quatro Cinco Sete

NO CARRO FORMULA 1 DA VELOCIDADE ILIMITADA
ELE NÃO ME DEIXAVA NEM RESPIRAR.
TALVEZ FOSSE O DIA DA MORTE.
ANDAIMES ERGUIAM-SE ATÉ O CÉU.
NAS CURVAS SÓ DUAS RODAS.
E AOS TRANCOS E BARRANCOS,
NO MEIO DOS SOLAVANCOS
O MOTORISTA ASSASSINO SEGUIA SEU CAMINHO.
CORRE, CORRE CAVALINHO.
EU PENSAVA, SERÁ QUE UM DIA ?
SOBE A MANGUEIRA, ESGUICHA SANGUE, CHORA NENÉM.
O PÂNICO TOMOU CONTA DOS MEUS NERVOS, AÇO E PELE.
VIVER ERA UMA AVENTURA, CHEGUEI VIVA SIMPLESMENTE.